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Taxação das bets: governo avalia imposto de 24%

Gabriel C. Gregório
Por Gabriel C. Gregório
Atualizado em 24 de agosto de 2026
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A Taxação das bets pode dobrar: o governo federal avalia elevar de 12% para 24% o imposto sobre a receita bruta das casas de apostas. A notícia vazou no início de agosto e surpreendeu o setor, porque o Congresso havia aprovado uma transição gradual, com alíquota entre 13% e 14%. Portanto, o impacto não fica restrito às empresas. Odds menos atrativas, promoções menores e novas taxas podem chegar à tela do apostador.

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Neste artigo, você vai entender o que o governo propõe, por que a mudança ganhou força, como ela pode afetar sua rotina e por que o setor teme o crescimento do mercado ilegal. Além disso, veja quais pontos ainda dependem de formalização e aprovação.

Taxação das bets: o que o governo propõe

A proposta pretende dobrar a alíquota cobrada das casas de apostas esportivas. Assim, o percentual sairia de 12% e chegaria a 24%, calculado sobre a receita bruta. Nesse cálculo, a receita representa o valor arrecadado pela operadora depois do pagamento dos prêmios.

A Lei nº 14.790/2023 regulamentou o setor e fixou a tributação original em 12%. Depois, uma negociação no Congresso criou uma elevação gradual, chegando a cerca de 13% ou 14%. O mercado aceitou o escalonamento porque ganhou tempo para adaptar operações, tecnologia e contratos.

Agora, porém, o governo estuda saltar diretamente para 24%. A mudança pode aparecer em decreto presidencial ou em um novo projeto de lei. Segundo informações publicadas por O Globo, a equipe econômica voltou a considerar essas alternativas após perder uma votação relacionada a compensações do IOF.

O efeito financeiro fica claro em um exemplo. Uma operadora com receita de R$ 100 milhões por mês pagaria R$ 12 milhões com a alíquota atual. Com 24%, o valor subiria para R$ 24 milhões. Portanto, seriam R$ 12 milhões adicionais todos os meses em apenas uma empresa.

Por que o governo quer aumentar o imposto das bets?

A resposta mais direta é arrecadação. O governo vê um mercado em expansão e tenta ampliar sua participação na receita. O setor movimentou mais de R$ 15 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo dados citados na discussão pública sobre o tema.

Além disso, a medida tem apelo político. As apostas ainda carregam estigma, e uma cobrança maior pode passar a ideia de que o governo tributa um segmento específico, sem aumentar impostos que atingem toda a população. Contudo, essa leitura simplifica o funcionamento do mercado.

O imposto não fica isolado no balanço das operadoras. Ele afeta fornecedores, publicidade, patrocínios e, principalmente, o preço final da aposta. Sendo assim, o apostador também participa dessa conta, mesmo que não receba uma cobrança direta no momento do depósito.

Como a taxação das bets pode afetar o apostador?

Se o imposto sobre as casas de apostas subir de 12% para 24%, o custo operacional das empresas aumentará. As operadoras, então, precisarão decidir como absorver ou repassar esse impacto. Na prática, a tendência é dividir o prejuízo entre a empresa e seus usuários.

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O repasse pode aparecer de forma indireta. Por exemplo, a casa pode oferecer odds menos convidativas, reduzir promoções, diminuir bônus ou criar taxas para determinados serviços. Dessa forma, a operadora preserva parte da margem e compensa o aumento do imposto com condições comerciais menos vantajosas.

Imagine uma aposta cuja odd hoje oferece retorno competitivo. Se a casa reduzir essa cotação para cobrir custos maiores, o mesmo palpite passará a pagar menos. Portanto, o apostador precisará de uma análise ainda mais cuidadosa para encontrar valor e controlar a banca.

As empresas maiores podem absorver uma parte do aumento por algum tempo. Entretanto, casas menores talvez repassem quase todo o custo ou deixem de operar no país. Em qualquer cenário, o usuário tende a perceber menos competitividade e menos variedade de ofertas.

O risco do mercado ilegal após o aumento do imposto

Esse é o principal alerta da indústria. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirma que uma tributação excessiva pode tornar a operação legal menos competitiva. Primeiro, o repasse reduz as odds e as promoções nas plataformas autorizadas. Depois, parte dos apostadores pode procurar alternativas sem licença, atraída por condições aparentemente melhores.

Casas internacionais não autorizadas podem anunciar odds maiores, bônus mais agressivos e regras flexíveis porque não arcam com a mesma estrutura tributária e regulatória. Contudo, essa vantagem aparente traz riscos relevantes. O usuário pode enfrentar atraso ou falta de pagamento, ausência de atendimento confiável e nenhuma autoridade brasileira para receber uma reclamação.

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O resultado pode contrariar o objetivo inicial. O governo tenta arrecadar mais, mas perde parte da base tributável quando o mercado migra para a ilegalidade. Além disso, o apostador deixa de contar com mecanismos de proteção, fiscalização de integridade e medidas de jogo responsável.

A ANJL apoia ações contra operadores ilegais, mas defende uma tributação equilibrada. Dessa forma, o desafio consiste em financiar políticas públicas sem retirar das plataformas autorizadas a capacidade de competir.

O que dizem as empresas e as associações?

As operadoras argumentam que 24% sobre a receita bruta pode inviabilizar uma operação competitiva. O argumento envolve matemática, não apenas pressão política. Se uma empresa trabalha com margem de 5% a 8% e entrega 24% da receita ao governo, a conta exige cortes ou repasses.

Por isso, algumas casas menores podem abandonar o Brasil. Outras devem reduzir investimentos, marketing e benefícios ao usuário. Já as maiores podem absorver parte do impacto, mas também precisarão revisar preços e produtos.

O setor ainda critica a instabilidade regulatória. A regulamentação entrou em vigor recentemente, e as empresas continuam consolidando processos de controle, tecnologia e atendimento. Portanto, uma mudança brusca transmite aos investidores a mensagem de que as regras podem mudar antes de qualquer planejamento de longo prazo.

Essa incerteza alcança toda a cadeia. Empresas de tecnologia, provedores de conteúdo esportivo, agências, afiliados e influenciadores dependem da atividade das casas autorizadas. Assim, a decisão pode produzir efeitos além do valor pago em impostos.

Quais são os próximos passos da proposta?

A proposta ainda precisa ganhar forma e passar pelas etapas legais. O governo avalia um decreto e um novo projeto de lei. Enquanto isso, parlamentares que participaram da regulamentação original demonstram resistência a uma alteração tão rápida.

Existem três cenários principais:

  • A proposta passa integralmente: a alíquota chega a 24%, enquanto as empresas ajustam odds, promoções e custos.
  • O Congresso negocia um percentual intermediário: uma faixa entre 16% e 20% reduziria o impacto, embora ainda representasse alta relevante.
  • A medida é adiada: o governo recua diante da resistência e mantém a transição gradual.

O segundo cenário parece possível porque combina a busca por arrecadação com a necessidade de apoio político. Contudo, nenhuma decisão está garantida. O melhor caminho é acompanhar os atos oficiais e diferenciar proposta, anúncio e regra em vigor.

O que fazer enquanto a taxação das bets não é definida?

Enquanto o debate continua, acompanhe as atualizações sobre regulamentação, compare odds em operadoras autorizadas e controle sua banca. Além disso, use promoções com responsabilidade e nunca escolha uma plataforma apenas por oferecer bônus maior. Verifique a licença, as regras de saque e os canais de atendimento. Não migre para sites ilegais: a promessa de retorno melhor não compensa a perda de proteção e segurança.

A taxação das bets ainda pode mudar nos próximos meses. Para acompanhar notícias, análises e informações sobre apostas, visite a página inicial do Clube da Aposta e siga nossas redes sociais. Também confira o banner abaixo para entrar no nosso grupo gratuito, onde reunimos notícias, dicas e conteúdos sobre o mercado de apostas.

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FAQ: dúvidas sobre a taxação das bets

O imposto das bets já subiu para 24%?

Não. O percentual de 24% aparece como proposta em estudo. A mudança ainda depende de formalização e aprovação pelo instrumento legal adequado.

Sobre qual valor as casas de apostas pagariam o imposto?

A proposta considera a receita bruta da operadora, conforme a definição apresentada no debate. O texto final da medida poderá esclarecer regras e base de cálculo.

Por que o mercado ilegal de apostas esportivas preocupa?

Se as plataformas autorizadas perderem competitividade, alguns usuários podem buscar sites sem licença. Nesses ambientes, o apostador fica mais exposto a problemas de pagamento, fraude e falta de fiscalização.

Escrito por
Autor
Gabriel C. Gregório Criador de Conteúdo no Clube da Aposta

Olá, sou Gabriel, Gabigol ou Gabica, como preferir chamar. Como todo bom brasileiro, sonhei com a carreira de jogador, mas acabei ficando pelo caminho. Determinado a me manter ligado ao esporte, em 2015 fui atraído por um anúncio sobre um tal de trading esportivo. Mesmo com várias dúvidas, mergulhei nessa jornada e, em 2018, tomei a decisão de largar meu emprego formal como mecânico de aeronaves, para viver exclusivamente dessa atividade, no qual sigo exercendo até os dias atuais. Corinthiano fiel, mas enxergo o futebol como um todo, deixando o clubismo apenas para decisões de campeonatos e dérbis. Prestes a me formar em Jornalismo, além do trading esportivo, dou minhas canetadas falando e analisando futebol em minhas redes sociais.

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