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Apostas e publicidade em 2025: como o mercado regulado virou TV aberta

Gabriel C. Gregório
Por Gabriel C. Gregório
Atualizado em 30 de junho de 2026
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Se você ligou a televisão em 2025, 2026 e não viu propaganda de casa de aposta, é porque você só assiste canal de golfinhos ou pesca. O setor despejou R$ 1,4 bilhão em publicidade no Brasil durante o primeiro ano de mercado regulado. Portanto, esse volume não é “só” um número: ele explica por que as apostas ficaram tão visíveis e tão difíceis de ignorar.

Além disso, essa reação exagerada de alguns políticos e a sensação de que apostas estavam em todo lugar têm uma origem bem prática: as casas estão disputando seu dinheiro — e sua atenção — de forma agressiva. Sendo assim, vamos separar os fatos do alarde e entender o que realmente está acontecendo.

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Prepare o café e se acomode, porque essa história tem muito mais do que só números impressionantes.

Os números que mostram o jogo de cartas marcadas das bets

A Tunad, empresa de monitoramento de mídia, analisou mais de 150 canais e emissoras em 2025. O resultado deixa claro uma coisa: as casas de apostas não vieram brincar. E, no fim das contas, esse foi o combustível para a chamada “explosão” de publicidade.

R$ 1,4 bilhão foi dividido entre TV aberta, TV paga, rádio e streaming. Logo, o setor passou a disputar espaço com anunciantes tradicionais, como telecomunicações e sistema bancário.

Mas o que realmente te faz entender a estratégia é comparar janeiro com junho. Em janeiro, o investimento ficou em R$ 66,7 milhões — já considerável, mas ainda em ritmo de aquecimento. Em junho, saltou para R$ 164,5 milhões. Um salto de 147%. Contudo, não foi coincidência: junho trouxe as fases finais da Copa América e da Eurocopa.

As bets sabem que grandes eventos esportivos concentram a atenção do público. Portanto, a lógica é simples: gastar pesado quando os olhos de milhões estão na tela. E a TV aberta absorveu cerca de 85% de todo esse investimento. Ou seja, aproximadamente R$ 1,19 bilhão foi parar nos canais que alcançam as massas.

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Isso diz muito sobre quem as casas de apostas querem atingir: você mesmo. Você chega em casa depois do trabalho e liga a TV para ver um jogo ou uma novela. Além disso, esse é justamente o momento em que sua atenção fica mais vulnerável às mensagens de “entretenimento”.

Quem está dominando o tabuleiro: o top 3 que controla metade da grana

Aqui a história fica mais interessante. Porque o mercado de apostas no Brasil regulado vem assumindo um formato que muita gente já conhece: um punhado de grandes players dominando a cena, enquanto os menores lutam por espaço. Como resultado, a disputa por visibilidade fica mais desigual.

BetMGM, Betano e Betnacional. Essas três marcas, sozinhas, foram responsáveis por 62% de todo o investimento em TV e rádio. Assim, mais da metade do bolo publicitário concentrado ficou em apenas três nomes.

Cada uma jogou de um jeito diferente. A BetMGM chegou com força no segundo semestre, acelerando investimentos a partir de abril como quem entra em corrida capitaneada pela Rede Globo. A Betano registrou o maior pico mensal individual em junho, surfando a onda Copa América e Eurocopa com timing perfeito. Já a Betnacional preferiu uma linha mais estável, com menor volatilidade nos gastos — menos espetáculo, mais consistência.

Superbet e BandBet brigaram por posições intermediárias. Porém, a distância para o top 3 foi considerável. Por isso, o recado para as casas menores é duro: sem orçamento publicitário competitivo, a visibilidade cai e a conquista de novos usuários fica muito mais difícil.

O setor está se desenhando como um oligopólio em formação. E quando poucos ditam as regras, quem senta à mesa de jogo é você.

Por que a TV aberta bombou mais que internet e redes sociais?

Você pode estar se perguntando: num mundo em que todo mundo está no celular, por que jogar quase R$ 1,2 bilhão em televisão aberta? A resposta é simples e direta: alcance massivo. Dessa forma, a TV aberta continua sendo o meio mais eficiente para atingir as camadas populares da população — e esse é exatamente o público-alvo principal das apostas esportivas no Brasil.

Pensa no trabalhador que chega em casa após oito horas de expediente, senta no sofá e liga a novela ou o jogo. Esse é o alvo. Na internet, existe segmentação: você anuncia para quem tem um perfil específico, quem segue determinadas páginas e quem pesquisa certos termos. Contudo, o benefício da TV aberta é entregar presença em massa ao mesmo tempo.

Além disso, na TV aberta você atinge todo mundo no mesmo intervalo. Para um mercado em fase de consolidação e conquista de novos usuários, essa abordagem faz sentido comercial. Portanto, as bets precisavam criar reconhecimento de marca em escala. E a TV aberta entrega isso como nenhum outro meio.

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Por isso a saturação: quando três empresas dominantes gastam bilhões no mesmo canal, a repetição se torna insuportável. A mesma propaganda, no mesmo intervalo, todos os dias. Logo, o efeito aparece como uma sensação generalizada de que as bets invadiram tudo.

Quando a publicidade pesada chamou a atenção errada

O investimento maciço em publicidade gerou um efeito colateral que certamente não estava nos planos das casas de aposta: chamou a atenção de Brasília de um jeito que ninguém queria, principalmente pela transmissão da Copa do Mundo 2026 relizada pela CazéTV. Assim, o debate político entrou em cena usando exatamente a percepção pública de “invasão”.

A saturação publicitária alimentou uma percepção negativa sobre as apostas. Políticos como Guilherme Boulos usaram essa sensação de “invasão” para justificar projetos de restrição. Além disso, um projeto de lei em tramitação no Congresso propõe vetar totalmente a publicidade de casas de aposta.

É um cenário complicado. Por um lado, o setor arrecadou R$ 7,9 bilhões em impostos no mesmo ano — dinheiro que entra nos cofres públicos e financia políticas. Por outro, a agressividade comercial gerou um repúdio que agora ameaça a própria base de crescimento do mercado.

Os bastidores estão em movimento: lobbies, audiências e negociações. O desfecho ainda é incerto. Contudo, uma coisa é certa: se a publicidade for vetada ou severamente restringida, o mapa competitivo do setor muda completamente. E as casas que mais investiram em mídia são justamente as que mais têm a perder.

O que isso tudo significa pra você que já apostou ou quer começar

Até aqui falamos de bilhões, estratégias de mercado e política. Mas o que interessa mesmo é como isso afeta quem está do outro lado da tela: você, que assiste aos jogos e coloca seu dinheiro em jogo. Sendo assim, vale olhar com mais cuidado para o que a propaganda promete e para o que ela omite.

Do lado positivo, a exposição massiva ajudou a trazer operadores regulados para o centro das atenções. Antes, muita gente apostava em plataformas sem regulamentação, sem proteção e sem garantia de saque. Agora, as casas que aparecem na TV são as que passaram pelo crivo da regulamentação. Dessa forma, você reduz significativamente o risco de cair em golpe.

Do outro lado, o bombardeio de mensagens que normalizam as apostas como entretenimento cotidiano preocupa. Quando você vê propaganda de aposta a cada intervalo, com celebridades sorridentes dizendo como é fácil e divertido, fica natural baixar a guarda. Porém, essa é uma armadilha comum da comunicação.

A verdade que eu preciso te falar: aposta não é renda garantida. É entretenimento que pode gerar lucro — mas também pode gerar perda, e isso as propagandas não mostram. Portanto, quem te promete dinheiro fácil está mentindo. Ponto final.

O mercado está concentrando poder nas mãos de poucos. Para você que aposta, isso significa que as grandes casas vão ditar padrões de bônus, odds e condições. Em contrapartida, concorrentes menores, com menos margem, costumam oferecer condições mais agressivas para atrair clientes.

E a lição mais importante de todas: aposte com a cabeça, não com o coração. Não porque os anunciantes dizem que é fácil ganhar. Pesquise, compare e conheça as casas. Além disso, entenda o que está fazendo antes de colocar seu dinheiro na mesa. As apostas podem ser divertidas e até rentáveis, mas nunca — repito, nunca — aposte mais do que pode perder. No vídeo abaixo você encontra um guia completo de apostas esportivas para iniciantes.

E se você ainda está começando ou tendo dificuldades em entender como apostar com qualidade, já aproveite que está aqui para acessar a melhor comunidade de apostas do Brasil. E o melhor, tudo gratuito pelo banner abaixo!

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FAQ: dúvidas sobre propaganda de apostas e mercado regulado

Por que as casas de apostas investem tanto em publicidade na TV aberta?

Porque a TV aberta entrega alcance em massa. Quando os grandes eventos esportivos concentram a atenção do público, o retorno de visibilidade tende a ser maior, especialmente para quem quer ganhar reconhecimento rápido no mercado regulado.

O mercado regulado reduz o risco de cair em golpe?

Sim, em geral. Casas que passam pelo crivo da regulamentação tendem a oferecer mais segurança e regras claras para operações como saques e atendimento. Ainda assim, você deve comparar informações e manter cautela.

O veto ou restrição de publicidade pode mudar o que as bets fazem para atrair clientes?

Com certeza. Se a publicidade for vetada ou muito restringida, as empresas tendem a migrar para patrocínios esportivos, marketing digital, influenciadores e parcerias com clubes. A disputa por atenção continua, só muda o caminho.

Como apostar com mais segurança em meio a tantos anúncios?

Você precisa apostar com orçamento definido e sem acreditar em promessas de ganho fácil. Pesquise as casas, compare condições, entenda probabilidades e, principalmente, limite o valor que você pode perder.

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Escrito por
Autor
Gabriel C. Gregório Criador de Conteúdo no Clube da Aposta

Olá, sou Gabriel, Gabigol ou Gabica, como preferir chamar. Como todo bom brasileiro, sonhei com a carreira de jogador, mas acabei ficando pelo caminho. Determinado a me manter ligado ao esporte, em 2015 fui atraído por um anúncio sobre um tal de trading esportivo. Mesmo com várias dúvidas, mergulhei nessa jornada e, em 2018, tomei a decisão de largar meu emprego formal como mecânico de aeronaves, para viver exclusivamente dessa atividade, no qual sigo exercendo até os dias atuais. Corinthiano fiel, mas enxergo o futebol como um todo, deixando o clubismo apenas para decisões de campeonatos e dérbis. Prestes a me formar em Jornalismo, além do trading esportivo, dou minhas canetadas falando e analisando futebol em minhas redes sociais.

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