Existe um motivo muito comum para muita gente demorar a migrar para o trade na Betfair: o que ela já faz como punter está funcionando ou a dificuldade de conhecer uma nova modalidade.
E esse foi exatamente o caso do Lucas Tadiotto. Ele conta que adiou a ida para o trade porque, no modelo de punter, ele já tinha o que quase todo mundo busca: metodologia, gestão e constância. Em outras palavras, ele não estava perdido — ele estava confortável.
O problema é que conforto é bom… até virar trava.
Quando você já é lucrativo como punter, sua cabeça começa a operar assim:
“Pra que mexer no que está dando certo?”
E aí nasce um medo silencioso, mas muito poderoso: trocar algo previsível por algo incerto. Não é preguiça. É autoproteção. É o mesmo mecanismo que mantém muita gente estagnada em qualquer área da vida.
Você sabe quanto ganha.
Sabe como opera.
Sabe o que esperar no fim do mês.
O novo, por outro lado, traz duas ameaças claras:
- voltar a ser iniciante
- errar com dinheiro real
No trecho da entrevista, o Tadiotto é direto: como punter, ele já tinha um capital que considerava confortável, uma metodologia clara e uma gestão sólida. Isso fez com que ele postergasse a mudança, porque a pergunta inevitável aparecia:
“Vou sair de algo que já domino para entrar em um modelo que ainda não sei quanto tempo vai levar para funcionar?”
Esse é o ponto onde muita gente trava.
O conforto como inimigo da evolução
O conforto cria uma falsa sensação de segurança. Ele reduz o risco imediato, mas também limita o crescimento.
Muitos punters lucrativos (ou traders) nunca dão o próximo passo não porque não conseguem, mas porque não querem passar novamente pela fase de aprendizado, erros e ajustes.
Só que, em algum momento, o Tadiotto virou a chave.
E o mais interessante: não foi por dinheiro.
Por que o trade “ganhou”? A resposta simples (e poderosa)
A resposta dele é forte justamente por ser simples: ele ama assistir futebol.
Como punter, grande parte do trabalho está ligada a:
- estatísticas
- precificação
- análise pré-jogo
- leitura de valor antes do apito inicial
Já no trade esportivo, o jogo em si vira ferramenta:
- leitura de momentos
- comportamento das equipes
- ritmo da partida
- reação do mercado ao vivo
No trade, você trabalha com o agora.
E foi aí que tudo fez sentido para ele.
O Tadiotto prefere operar com base em situações reais de jogo, e não apenas em números históricos. O trade transformou algo que já fazia parte da rotina dele — assistir futebol — em parte central do trabalho.
Não é só sobre ganhar dinheiro.
É sobre sustentar o processo no longo prazo.
A grande lição: modelo certo é o que encaixa no seu perfil
Essa história une duas ideias fundamentais:
- O conforto como punter pode atrasar sua evolução, porque evita a dor do recomeço.
- O melhor modelo é aquele que combina com o seu perfil, não com promessas irreais.
Talvez a pergunta mais importante não seja:
“Qual modelo dá mais dinheiro?”
Mas sim:
- “Qual modelo eu consigo executar por anos sem me desgastar?”
- “Qual forma de operar faz sentido para o meu jeito de pensar?”
No fim das contas, consistência vence qualquer atalho.
Perguntas frequentes sobre punter x trader
Qual é a principal diferença entre um punter e um trader esportivo?
O punter realiza apostas pré-jogo (ou com pouca intervenção ao vivo), buscando valor nas odds antes da partida começar. Já o trader trabalha majoritariamente ao vivo, explorando oscilações do mercado conforme os acontecimentos do jogo.
Ser punter é mais seguro do que fazer trade?
Não necessariamente. O punter costuma ter mais previsibilidade, mas isso não significa menos risco. Ambos exigem gestão de banca, método e controle emocional. O risco depende mais da disciplina do operador do que do modelo escolhido.
Por que muitos punters têm dificuldade de migrar para o trade?
Porque, ao se tornar lucrativo como punter, a pessoa entra em uma zona de conforto. Migrar para o trade exige aceitar uma nova curva de aprendizado, cometer erros iniciais e lidar com incertezas — algo que trava muita gente emocionalmente.
Trade é indicado para quem gosta de assistir aos jogos?
Sim. O trade favorece quem gosta de acompanhar partidas ao vivo, interpretar momentos do jogo, ritmo, pressão e comportamento das equipes. Para quem prefere trabalhar só com números e estatísticas, o modelo de punter costuma fazer mais sentido.
Qual modelo tende a ser mais sustentável no longo prazo?
O modelo mais sustentável é aquele que se encaixa melhor no perfil psicológico e metodológico da pessoa. Sustentabilidade vem de consistência, não do formato em si. Quem tenta operar um modelo que não combina com seu estilo tende a desistir ou cometer erros emocionais.



