Entrevistas

“Não é agressivo, é real”: Ricardo Fulltrader responde às críticas ao seu marketing no trading esportivo

Ricardo Fulltrader fala sobre a fama de marketing agressivo, os anos em que compartilhou resultados diariamente, o papel da comunidade no desenvolvimento das ferramentas e o período de 2013 a 2016 no trading esportivo.

Por Ricardo Fulltrader e Gabriel "Gabica"
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Contexto (novembro de 2026): esta conversa foi gravada antes da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. Veja o que ficou vetado e os cenários da proibição.

Durante anos, quem vendia curso de trading esportivo no Brasil carregava a suspeita de ser charlatão. Ricardo Fulltrader, criador da Full Trader e um dos pioneiros do uso de dados no trading esportivo, ficou conhecido também por um marketing considerado agressivo. No Boteco do Clubão, ele respondeu a essa fama.

Você vai entender por que ele diz que seu discurso nunca foi agressivo, e sim distante da realidade de muita gente, como a comunidade financia as ferramentas que ele desenvolve e por que considera os anos de 2013 a 2016 um período a ser esquecido.

Conteúdo grátis e a fama de “vendedor de curso”

A conversa começa com uma análise do apresentador: há cerca de oito a dez anos, o público brasileiro se acostumou a esperar que todo conteúdo de trading esportivo fosse gratuito. Como havia charlatões de fato no mercado, qualquer pessoa que vendesse curso de trading esportivo passava a ser vista com desconfiança.

Na avaliação do Alê, Ricardo chegou com uma comunicação de vendas forte, mas com conteúdo por trás, e foi evoluindo como trader, produtor de conteúdo e empresário, dono de ferramentas usadas pela comunidade.

“Não é que é agressivo, é que é real”

Ricardo rejeita o rótulo. Para ele, o que parecia exagero era apenas a sua realidade de trabalho, contada sem filtro:

“O que significa agressivo? Eu já rodei mais de 120 milhões com aposta esportiva, você entende?”

Vale notar que “rodar” se refere ao volume movimentado em apostas, não ao lucro. Ainda assim, o número dá a dimensão da operação que ele descreve:

“Não é que é agressivo, é que é real. Está muito longe da realidade, às vezes, de muita gente.”

Dois anos de resultados compartilhados todos os dias

Outra parte da fama, segundo ele, veio da transparência. Ricardo conta que passou cerca de dois anos mostrando suas operações diariamente:

“Eu operei praticamente dois anos compartilhando o resultado todos os dias com a galera.”

Ele afirma que, nesse período, houve meses fechados com mais de R$ 300 mil, exibidos abertamente. Quem chega hoje estranha esses números; lá atrás, quando quase ninguém falava em ganhar dinheiro com futebol, a reação era de incredulidade. Os valores são do entrevistado e não foram auditados pelo Clube. Resultados passados não garantem resultados futuros, e a consistência no trading esportivo depende de método e gestão de risco.

A comunidade como motor das ferramentas

Hoje, Ricardo explica o crescimento da comunidade de outra forma: quanto mais membros, mais recursos para desenvolver ferramentas que todos usam.

“Quanto mais pessoas forem membros da nossa comunidade, melhor.”

Na época da entrevista, ele desenvolvia um sistema pré-live, voltado à análise antes do jogo, com custo estimado por ele em cerca de R$ 600 mil, e atribuía o projeto à base de membros:

“A gente só consegue fazer isso porque tem a galera na comunidade.”

De 2013 a 2016: ego, inveja e um período a ser esquecido

Sobre os primeiros anos do trading esportivo no Brasil, Ricardo não guarda saudade. Ele resume o clima entre os produtores de conteúdo da época sem citar nomes:

“Rolou de tudo no passado. Rolou ego de todo mundo, rolou inveja de todo mundo.”

Conclusão: um mercado que amadureceu

O recado de Ricardo é que o mercado de conteúdo de trading esportivo amadureceu. O que antes soava como exagero era, para ele, a realidade de uma operação grande, e hoje o foco está em ferramentas desenvolvidas com a comunidade. Já o início desse mercado ele prefere deixar para trás:

“De 2013 a 2016, mais ou menos, para produtor de conteúdo das antigas, é um período a ser esquecido.”

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre a entrevista de Ricardo Fulltrader

Por que o marketing de Ricardo Fulltrader era considerado agressivo?

Porque ele divulgava números muito acima da realidade da maioria dos apostadores, numa época em que vender curso de trading era visto com desconfiança. Para Ricardo, não era agressividade: era a realidade da operação dele.

O que significa “rodar 120 milhões” em apostas esportivas?

É o volume total movimentado em apostas, ou seja, a soma dos valores apostados ao longo do tempo. Não representa lucro.

Como a comunidade ajuda a desenvolver ferramentas de trading?

Segundo Ricardo, quanto mais membros a comunidade tem, mais recursos existem para criar ferramentas. Na época da entrevista, ele desenvolvia um sistema pré-live com custo estimado em cerca de R$ 600 mil.

Por que Ricardo considera 2013 a 2016 um período a ser esquecido?

Porque, segundo ele, foi uma fase marcada por ego e inveja entre os produtores de conteúdo de trading esportivo no Brasil.

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Escrito por

Coautoria

Gabriel "Gabigol", especialista do Clube da Aposta

Gabriel "Gabica"

Criador de Conteúdo no Clube da Aposta

Olá, sou Gabriel, Gabigol ou Gabica, como preferir chamar.

Como todo bom brasileiro, sonhei com a carreira de jogador, mas acabei ficando pelo caminho. Determinado a me manter ligado ao esporte, em 2015 fui atraído por um anúncio sobre um tal de trading esportivo. Mesmo com várias dúvidas, mergulhei nessa jornada e, em 2018, tomei a decisão de largar meu emprego formal como mecânico de aeronaves, para viver exclusivamente dessa atividade, no qual sigo exercendo até os dias atuais.

Corinthiano fiel, mas enxergo o futebol como um todo, deixando o clubismo apenas para decisões de campeonatos e dérbis. Prestes a me formar em Jornalismo, além do trading esportivo, dou minhas canetadas falando e analisando futebol em minhas redes sociais.

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