Atualização (outubro de 2026): esta entrevista foi gravada quando o mercado regulamentado estava em funcionamento, antes da medida provisória que proibiu as bets. O combate a sites ilegais segue em pauta: veja os números mais recentes de links ilegais e bloqueios.
Basta pesquisar “tigrinho” no YouTube para encontrar lives ao vivo em canais comprados ou invadidos, com comentários de bots confirmando ganhos. Mesmo com a regulamentação, a divulgação irresponsável continuou. No Boteco do Clubão, a pergunta foi levada a Rodrigo “Loco” Alves, ex-presidente da ABAESP: o governo vai fiscalizar de verdade ou quem age de má-fé vai continuar tendo espaço?
Neste artigo, você vai entender por que derrubar sites não basta, por que Rodrigo defende atacar os meios de pagamento e qual o tamanho do desafio do regulador diante de golpes cada vez mais criativos.

Um mercado gigante ainda em fase de ajustes
Antes de falar da fiscalização, Rodrigo lembrou a escala do setor e o fato de que tudo nele passa por um período de amadurecimento:
“É uma indústria grandiosa, que tem milhões de consumidores, dezenas de empresas, bilhões de impostos. Então tudo é macro, e tudo passa por esse processo de melhorias, de adaptação, de conhecimento do mercado.”
Derrubar sites não basta: cai um, surgem outros dez
Na época da entrevista, segundo Rodrigo, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) já havia pedido à Anatel o bloqueio de cerca de 8.700 sites. Um volume grande, mas que esbarra em um problema prático:
“Um número super expressivo, obviamente, só que criar um site é a coisa mais fácil do mundo. Cai um, o cara já tem outros 10 na fila ali.”
O alvo certo é o meio de pagamento
Para Rodrigo, o mercado já tem clareza sobre onde está o ponto fraco das bets clandestinas:
“O que o mercado fala muito é que não adianta você combater o site em si, você tem que combater o método de pagamento. É ali que tá a questão, porque se eu não consigo depositar no site, de certa forma acabou o problema.”
Ele também diferencia quem procura deliberadamente um caminho fora da curva de quem cai em golpe sem perceber:
“Se eu tenho que depositar com criptomoedas, alguma coisa muito fora do normal, o cara que tá depositando sabe bem o que ele tá fazendo. É diferente de alguém de boa-fé que paga um Pix num site fraudulento, dessas lives aí bizarras.”
Na prática, a lógica de Rodrigo separa dois perfis:
- Quem usa meios incomuns, como criptomoedas, para apostar em sites não autorizados sabe o risco que está correndo
- Quem paga um Pix depois de ver uma live fraudulenta é vítima de boa-fé — e é esse fluxo que precisa ser interrompido
Lives falsas, canais invadidos e quadrilhas internacionais
Rodrigo descreveu como funcionam as lives de golpe que aparecem no YouTube:
“Às vezes é um canal até hackeado, canal com mais de milhão de seguidores, e fica rodando isso aí 24 horas dando golpe nas pessoas. Essa que é a verdade.”
Ele citou ainda uma quadrilha presa recentemente — em Moçambique, “alguma coisa assim”, nas palavras dele — com cerca de 15 a 20 pessoas dedicadas a disparar SMS e mensagens de WhatsApp e a alimentar bots no YouTube. Segundo o relato, os sites e os pagamentos eram geridos por um grupo na China, que contratava a equipe em Moçambique por falar português.
“Olha o nível da bandidagem, né? Essa que é a verdade, da criatividade também para fazer a coisa errada.”
Combater o mercado ilegal é obrigação do regulador
Rodrigo reconhece que o desafio do regulador é enorme e lembra que se fala em criar, no futuro, uma agência reguladora capaz de centralizar essas frentes. Para ele, o combate às bets ilegais é também uma questão de justiça com quem seguiu as regras:
“O combate do mercado ilegal agora é uma obrigação mais do que óbvia do regulador, porque você tem empresas que pagaram, que estão fazendo tudo certo, que têm uma série de compromissos, de exigências, para terem a licença.”
Na visão dele, nada mais justo do que as empresas licenciadas exigirem que os sites ilegais saiam do ar.
Conclusão: o caminho é claro, mas não é simples
Para Rodrigo “Loco” Alves, bloquear sites é necessário, mas insuficiente: o golpe só para quando o dinheiro deixa de chegar até ele. Enquanto isso, quadrilhas organizadas seguem explorando canais invadidos e mensagens em massa — e o regulador precisa acompanhar esse ritmo. Ele mesmo resumiu:
“Realmente não vai ser fácil.”
Desde a gravação, o cenário mudou com a MP das Bets, mas o problema dos sites ilegais continua. Veja os dados mais recentes sobre links ilegais e bloqueios.
Lista das melhores
Qual é a melhor casa de apostas do Brasil em 2026?


Promoções fortes e muitos mercados
🔞 O Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência | Autorizado a operar no Brasil pela Portaria SPA/MF Nº 246, de 07/02/2025


Odds turbinadas e promoções diárias
🔞 O Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência | Autorizado a operar no Brasil pela Portaria SPA/MF Nº 249, de 07/02/2025


Odds competitivas e ampla cobertura
🔞 O Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência | Autorizado a operar no Brasil pela Portaria SPA/MF Nº 2.090, de 30/12/2024
Deslize para comparar outras ofertas
Dúvidas frequentes
Perguntas frequentes sobre bets clandestinas e fiscalização
Por que as bets clandestinas continuam funcionando mesmo com sites bloqueados?
Segundo Rodrigo “Loco” Alves, criar um site é muito fácil: quando um é derrubado, os operadores ilegais já têm outros prontos para entrar no ar. Por isso o bloqueio de sites, sozinho, não resolve.
Qual a forma mais eficaz de combater as apostas ilegais?
Para Rodrigo, o foco deve ser o meio de pagamento. Se o apostador não consegue depositar, o site ilegal perde sua fonte de receita, independentemente de quantos domínios estejam no ar.
Como funcionam as lives de golpe com jogos como o “tigrinho”?
São transmissões gravadas que rodam 24 horas, muitas vezes em canais comprados ou invadidos, com comentários de bots simulando ganhos. Quem paga um Pix nesses sites fraudulentos costuma ser vítima de boa-fé.
Quantos sites ilegais já foram bloqueados no Brasil?
Na época da entrevista, Rodrigo citou cerca de 8.700 sites com bloqueio solicitado pela SPA à Anatel. Esse número muda constantemente; levantamentos mais recentes são acompanhados nas notícias do Clube da Aposta.
Priorize o Clubão no Google para encontrar nossas próximas análises — ou compartilhe esta com os parças.











