A proibição das bets entrou em debate nos estádios com a campanha “Proibir não é proteger”, que contesta a Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026. O texto da MP proibiu a exploração, a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil.
Relatada pelo BetInfo, a campanha também alerta para a possibilidade de apostadores buscarem plataformas clandestinas. Para entender o debate, vale separar os possíveis efeitos para os clubes dos riscos para quem aposta.
O que a campanha contesta na proibição das bets
Placas com a mensagem “Proibir não é proteger” foram exibidas em partidas do Brasileirão como parte de uma campanha contrária à MP. O protesto dá visibilidade à posição de seus organizadores, mas não altera, por si só, o texto ou os efeitos da medida.
Um dos argumentos apresentados é que restringir a oferta legal pode não eliminar a procura por apostas e levar parte dos usuários a serviços clandestinos.
Como a medida pode afetar os patrocínios dos clubes
Empresas de apostas ocupavam posições de destaque entre os patrocinadores de diversas equipes, conforme o contexto apresentado na matéria. Se essas marcas deixarem de atuar, os clubes poderão ter de rever contratos, projeções de receita e planos de investimento. O impacto dependerá do peso de cada patrocínio nas contas de cada equipe e da possibilidade de encontrar outras fontes de recursos.

Esse vínculo ajuda a explicar por que clubes e entidades esportivas acompanham as mudanças nas regras do mercado de apostas. Ainda assim, o interesse financeiro do futebol não resolve a questão regulatória: também é preciso avaliar a proteção de quem aposta e a capacidade de fiscalização.
Plataformas clandestinas oferecem menos instrumentos de proteção
Serviços clandestinos podem ficar fora dos mecanismos de fiscalização e das obrigações aplicáveis a operadores autorizados. Isso pode dificultar o acesso a suporte e a canais formais para resolver problemas. Em geral, também pode ser mais difícil identificar quem controla o serviço e quais procedimentos existem para pagamentos, reclamações ou jogo responsável.
Plataformas clandestinas não oferecem as mesmas garantias de responsabilização.
Isso não significa que toda operação não autorizada apresentará os mesmos problemas. Significa que há menos instrumentos de proteção disponíveis.
Diante da proibição, apostadores não devem partir para o mercado não regulado em nenhuma hipótese. Se não há oferta legal em vigor, a decisão é não apostar.
A fiscalização também define os efeitos da proibição das bets
A medida proíbe a oferta legal, mas a eficácia contra operações clandestinas também dependerá da capacidade das autoridades de identificar e bloquear atividades irregulares. Um mercado regulado não elimina todos os riscos; as regras precisam ser aplicadas. E fiscalização não significa garantia de ganho nem ausência de prejuízo.

Por isso, a discussão envolve tanto o alcance da proibição quanto os meios de impedir a atuação ilegal e proteger o consumidor.
O que acompanhar na tramitação da MP
A manifestação no Brasileirão destaca duas questões: os possíveis efeitos da MP sobre a receita dos clubes e as condições de segurança para os apostadores.
Acompanhe todas as notícias sobre a MP, os clubes e o mercado de apostas no site do Clube da Aposta. Os próximos desdobramentos ajudam a entender como a medida será aplicada.
Dúvidas frequentes
FAQ: dúvidas sobre a proibição das bets
O que a MP prevê para saldos e apostas em andamento?
O texto prevê procedimentos para a devolução de saldos e prêmios devidos. Apostas em aberto cujo resultado ainda não tenha ocorrido devem ser restituídas integralmente, sem descontos.
A MP também abrange apostas em jogos online?
Sim. O texto inclui apostas de quota fixa em eventos esportivos reais e em eventos virtuais de jogos online.
A MP prevê um período para encerrar as operações?
Sim. A medida estabelece obrigações para os operadores durante o encerramento, incluindo procedimentos relativos a saldos, prêmios e informações dos apostadores.
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