Entrevistas

Dá para fazer trade no jogo do próprio time? Luis Terra conta como separa o torcedor do trader

Gremista, Luis Terra conta no Boteco do Clubão que opera jogos do Grêmio e do Inter sem deixar a emoção interferir. A única exceção é a seleção brasileira na Copa do Mundo.

Por Luis Terra e Gabriel "Gabica"
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Contexto (outubro de 2026): esta conversa foi gravada antes da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. Veja o que ficou vetado e os cenários da proibição.

Uma dúvida comum entre quem começa no trading esportivo é se dá para operar o jogo do próprio time sem deixar a paixão atrapalhar. No Boteco do Clubão, Luis Terra, engenheiro civil que trocou a carreira pelo trade esportivo, contou como lida com isso sendo gremista — e qual é o único jogo em que não consegue separar as coisas.

Neste artigo, você vai entender como o trade muda a relação com o futebol, por que Luis opera sem problema os jogos do Grêmio e do Inter e por que a seleção brasileira na Copa é a exceção.

O trade tira um pouco do torcedor

Perguntado se gosta de futebol, Luis foi sincero: gosta muito, mas menos do que antes. Para ele, o trabalho como trader muda o jeito de assistir aos jogos:

“Gosto para caramba de futebol e confesso que já gostei mais do que gosto hoje em dia, porque eu acho que o trade tira um pouco da gente essa questão do torcedor. A gente começa a ver mais pelo lado profissional.”

O time do coração é o Grêmio — o que rendeu brincadeiras na mesa. E a rivalidade está dentro de casa: o pai de Luis é colorado, então a convivência com vitórias e derrotas no Gre-Nal já é antiga.

Grêmio, Inter, a favor ou contra: sem emoção

Muitos torcedores evitam operar os jogos do próprio time. Não é o caso de Luis, que diz ter o controle emocional necessário para entrar a favor ou contra os dois rivais gaúchos:

“Eu consigo fazer entrada contra o Grêmio, consigo fazer a favor.”

O mesmo vale para o Inter, a favor ou contra. Ele deu um exemplo recente: numa mesma rodada da Copa do Brasil, operou os jogos dos dois times — incluindo uma entrada de correção de preço contra o Cruzeiro e outra buscando um gol do Inter —, sem nenhum nível de emoção envolvido.

A postura resume bem o mindset do trader: o jogo vira uma oportunidade de mercado, não uma partida para torcer.

A exceção: a seleção brasileira na Copa do Mundo

Há, porém, um jogo em que o torcedor fala mais alto:

“O único tipo de jogo que eu não consigo trabalhar sem envolver emoção é seleção brasileira na Copa do Mundo.”

A mesa concordou: Gabica e Vini contaram que também deixam de operar os jogos do Brasil na Copa. Luis faz o mesmo com a comunidade que acompanha seu trabalho: em jogo da seleção, quem quiser operar opera, mas ele tira folga para curtir a partida.

A disputa de pênaltis entre Brasil e Croácia, na Copa de 2022, foi o momento em que ele percebeu que ainda é torcedor:

“Eu me percebi que de fato eu ainda torço para futebol. Coração quase pela boca. Não tem como.”

Conclusão: saber quando não operar também é profissionalismo

Para Luis Terra, a paixão por um clube não impede o trabalho com os jogos dele — desde que a emoção fique de fora. E, quando ela não fica, o certo é reconhecer e não operar. Para conhecer melhor o método dele, veja também a estratégia de back permissivo de Luis Terra.

“O resto tudo eu consigo trabalhar.”

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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre trade e o time do coração

Dá para fazer trade nos jogos do próprio time?

Para Luis Terra, sim, desde que a emoção não interfira. Gremista, ele opera jogos do Grêmio e do Inter, a favor ou contra. Se você não consegue separar torcida e trabalho, o melhor é não operar esses jogos.

Qual jogo Luis Terra não opera?

Os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Segundo ele, é o único tipo de jogo em que não consegue trabalhar sem envolver emoção — e prefere tirar folga para torcer.

O trading esportivo muda a relação com o futebol?

Na experiência de Luis Terra, sim. Ele diz que o trade tira um pouco do lado torcedor e faz o trader enxergar os jogos de forma mais profissional, embora a paixão não desapareça completamente.

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Escrito por

Coautoria

Gabriel "Gabigol", especialista do Clube da Aposta

Gabriel "Gabica"

Criador de Conteúdo no Clube da Aposta

Olá, sou Gabriel, Gabigol ou Gabica, como preferir chamar.

Como todo bom brasileiro, sonhei com a carreira de jogador, mas acabei ficando pelo caminho. Determinado a me manter ligado ao esporte, em 2015 fui atraído por um anúncio sobre um tal de trading esportivo. Mesmo com várias dúvidas, mergulhei nessa jornada e, em 2018, tomei a decisão de largar meu emprego formal como mecânico de aeronaves, para viver exclusivamente dessa atividade, no qual sigo exercendo até os dias atuais.

Corinthiano fiel, mas enxergo o futebol como um todo, deixando o clubismo apenas para decisões de campeonatos e dérbis. Prestes a me formar em Jornalismo, além do trading esportivo, dou minhas canetadas falando e analisando futebol em minhas redes sociais.

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