Contexto (outubro de 2026): esta conversa foi gravada antes da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. Veja o que ficou vetado e os cenários da proibição.
Uma dúvida comum entre quem começa no trading esportivo é se dá para operar o jogo do próprio time sem deixar a paixão atrapalhar. No Boteco do Clubão, Luis Terra, engenheiro civil que trocou a carreira pelo trade esportivo, contou como lida com isso sendo gremista — e qual é o único jogo em que não consegue separar as coisas.
Neste artigo, você vai entender como o trade muda a relação com o futebol, por que Luis opera sem problema os jogos do Grêmio e do Inter e por que a seleção brasileira na Copa é a exceção.

O trade tira um pouco do torcedor
Perguntado se gosta de futebol, Luis foi sincero: gosta muito, mas menos do que antes. Para ele, o trabalho como trader muda o jeito de assistir aos jogos:
“Gosto para caramba de futebol e confesso que já gostei mais do que gosto hoje em dia, porque eu acho que o trade tira um pouco da gente essa questão do torcedor. A gente começa a ver mais pelo lado profissional.”
O time do coração é o Grêmio — o que rendeu brincadeiras na mesa. E a rivalidade está dentro de casa: o pai de Luis é colorado, então a convivência com vitórias e derrotas no Gre-Nal já é antiga.
Grêmio, Inter, a favor ou contra: sem emoção
Muitos torcedores evitam operar os jogos do próprio time. Não é o caso de Luis, que diz ter o controle emocional necessário para entrar a favor ou contra os dois rivais gaúchos:
“Eu consigo fazer entrada contra o Grêmio, consigo fazer a favor.”
O mesmo vale para o Inter, a favor ou contra. Ele deu um exemplo recente: numa mesma rodada da Copa do Brasil, operou os jogos dos dois times — incluindo uma entrada de correção de preço contra o Cruzeiro e outra buscando um gol do Inter —, sem nenhum nível de emoção envolvido.
A postura resume bem o mindset do trader: o jogo vira uma oportunidade de mercado, não uma partida para torcer.
A exceção: a seleção brasileira na Copa do Mundo
Há, porém, um jogo em que o torcedor fala mais alto:
“O único tipo de jogo que eu não consigo trabalhar sem envolver emoção é seleção brasileira na Copa do Mundo.”
A mesa concordou: Gabica e Vini contaram que também deixam de operar os jogos do Brasil na Copa. Luis faz o mesmo com a comunidade que acompanha seu trabalho: em jogo da seleção, quem quiser operar opera, mas ele tira folga para curtir a partida.
A disputa de pênaltis entre Brasil e Croácia, na Copa de 2022, foi o momento em que ele percebeu que ainda é torcedor:
“Eu me percebi que de fato eu ainda torço para futebol. Coração quase pela boca. Não tem como.”
Conclusão: saber quando não operar também é profissionalismo
Para Luis Terra, a paixão por um clube não impede o trabalho com os jogos dele — desde que a emoção fique de fora. E, quando ela não fica, o certo é reconhecer e não operar. Para conhecer melhor o método dele, veja também a estratégia de back permissivo de Luis Terra.
“O resto tudo eu consigo trabalhar.”
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Dúvidas frequentes
Perguntas frequentes sobre trade e o time do coração
Dá para fazer trade nos jogos do próprio time?
Para Luis Terra, sim, desde que a emoção não interfira. Gremista, ele opera jogos do Grêmio e do Inter, a favor ou contra. Se você não consegue separar torcida e trabalho, o melhor é não operar esses jogos.
Qual jogo Luis Terra não opera?
Os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. Segundo ele, é o único tipo de jogo em que não consegue trabalhar sem envolver emoção — e prefere tirar folga para torcer.
O trading esportivo muda a relação com o futebol?
Na experiência de Luis Terra, sim. Ele diz que o trade tira um pouco do lado torcedor e faz o trader enxergar os jogos de forma mais profissional, embora a paixão não desapareça completamente.
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